sábado, agosto 23, 2008

4...


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Perdoa o meu fogo interminável
doença que só sua presença cura.

Perdoa minha libido desgovernada
puro desejo de tê-lo preso em mim.

Perdoa minha boca cheia de palavras obscenas
e a sede de bebê-lo incansavelmente.

Perdoa meus dedos loucos
no atentado de decifrar seu corpo.

Perdoa meu sexo exposto em êxtase
a espera das travessuras do seu.

Perdoa minhas pernas trêmulas
na epifania de uma visão deslumbrante: você.

Perdoa se sou constante fêmea
a chamá-lo ao leito se faz tempo bom ou ruim.

Perdoa meus gemidos, meu apelos,
intermináveis múltiplos gozos.

Perdoa o meu jeito de ser assim
a dama e a puta que o ama.

Perdoa minha sensualidade que é culpa sua
e dos prazeres que provoca em meu ser.

Perdoa se só sei fazer amor e sexo
e sexo e amor no sem limite de nós dois.

Perdoa a ternura que misturo com fúria
e goze de nós a maravilha do perdão.


Eliane Alcântara.

2 comentários:

JMJC disse...

Olá Eliane quando tava abrindo quase q me assustei mas depois comecei a ler teu poema e entendi meu espanto! Mt bonito, tanta sensualidade e erotismo ui uiiiiiiiiii............. continua a delicia-nos com tua poesia! bjsssssssss

Fernando Rozano disse...

amar...nossa maior ousadia. beijos, Eliane.