terça-feira, agosto 19, 2008

Questão x.

Tenho andado bar em bar
Consumido o que sobra do grito
Do suor dos sorrisos da fome falsa alegria.
Nas mãos as sandálias o cansaço o querer
Aviso de vou e venho sem saber.
Qualquer luar é pedaço de sol
Qualquer gemido é flor de ontem
Línguas ocultas nas frestas dos andares
Negros pensamentos
Tiras suicidas dos que não desnudam
Antes enforcam desconhecidos.
A bomba explode no quintal
Na rua no beco no topo
Dentro do ser do ter do estar
Medem meço
O estrangulamento do vazio
Repete, repete, repete...
Tenho andado, andado, andado...
Os espinhos formam a índole
Destorcem contorcem criam.


Eliane Alcântara.

Um comentário:

Fernando Rozano disse...

pavras, imagens no ritmo certo, em compasso harmônico e criativo. poema para ser relido várias vezes tamanha sua densidade. beijo, Eliane.